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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A força

Caros leitores deste blogue que já anda tão esquecido!
Desculpem a minha ausência, mas cá venho trazer um excerto de reflexão ou apenas uma pequena história


Num sossego de uma noite ao pé do mar só se ouvia o baloiçar das ondas, um sussurrar do vento e a lua cheia iluminava a paisagem a volta dela. E lá estava ela, sentada em cima da areia, calma e pensativa, solta como nunca. Este era o lugar o qual ela preferia para deixar o seu pensamento fluir. Este foi mais um momento para reflectir.


"Triste.
Simplesmente assim, um sentimento que inunda o meu coração,
uma vontade desesperante de desaparecer e acabar com o que seja que me está a incomodar. Não me dou ao trabalho de reflectir o que é que me está a fazer sentir assim, porque não consigo sequer fazê-lo, é como se tivesse uma força exterior a prender-me e a não me deixar nem sair deste modo nem tentar compreender o que estou a sentir, simplesmente fico a sofrer mais...
Mas quando finalmente saio deste modo compreendo que estou triste e nada posso fazer para remediar isso.
Passa, são apenas momentos que mal ou bem tenho sobrevivido. Depressão.


Eu sabia-o. Sofria de depressão e ninguém notara isso, obviamente porque sempre andei escondida nos meus pensamentos e a minha expressão facial habituara-se a estar sempre igual, pelo que ninguém conseguiria decifrar o que estaria a passar-se comigo.


O tempo passa, e a única coisa a qual eu ainda conseguia agarrar-me era o amor que ainda sentia pelas pessoas que deram tudo por mim, dariam até ao fim da vida..."


A força continuava nela, agarrava-se onde podia para sobreviver mais um dia. Ela acreditava que seria capaz. Um dia será diferente, um dia estará ela neste lugar a partilhar a sua felicidade.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O último pensamento

De volta, meus queridos leitores!
Para começar, já que este é o meu primeiro poste deste ano, espero que toda gente tenha um Óptimo ano 2010! Todos nós merecemos ;)
O assunto que venho vos trazer hoje, hmmm....não é bem um assunto, afinal só uma história, já que criei uma personagem de uma história a partir de uma imagem, decidi dar lhe continuidade. Isto é, é apenas uma história, não entendam (os que me conhecem) isto como uma expressão pessoal...estou apenas dar asas a minha criatividade ou imaginação ou qualquer coisa do género :P
Nada mais!



"Sei o que sempre quis. Sei as decisões que tomei, sei onde estou e onde estou é o meu lugar. Mas me vou, não é preciso que alguém me diga.
Eu pertenço onde o meu pequeno coração pertencer. Sei o que digo, mas às vezes nem digo nada.
Sei! Tento ter a certeza, mesmo quando esta transparece. A vida é difícil...mas sei que é possível aliviar essa visão. Sei que é possível iludir-se e também sei que o sei fazer tão bem, ao menos já soube...
Enfim, o que aprendi eu... o suficiente... chegou o meu limite, agora nada mais sei!"
Nada mais havia a fazer, então ela decidiu cortar os laços com a vida.

O coração jorrava sangue como um rio que lutava para sair do seu abrigo.

O mundo já não é o que era...não para ela!

To be continued...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Desafio: chega hora e sem fim...

E heis eu outra vez aqui!!! :D, surpresa das surpresas...e é uma das grandes...Decidi corresponder a um desafio que me foi proposto já há mais de um ano...xD... Mas aqui vai..:_(nunca é tarde de mais)... O local original do desafio podem encontrar aqui 'Ticho'

O desafio era: escrever uma história a partir da imagem que está aqui a cima,..pois bem..quem quiser também pode experimentar :p.... a minha nem sei se é bem uma história...são mais uns pensamentos..:)...


"E mais um dia. Mais um dia que não anda nem para traz nem para frente. Tudo igual: a mesma luz do sol ofuscante, a mesma forma de andar e mesma forma de respirar.

E eu entro, fecho a porta. Como mais nada me apetece fazer, refugio-me…

Dirigindo-me à uma outra porta interior livro-me de tudo que tenho nas costas, nas mãos e nos ouvidos, dou repouso ao meu mp3, que também só tem oportunidade para isso quando eu tenho possibilidade de me isolar num silêncio completo.

Entro então no quarto, que já não é meu, não é de ninguém se não o do meu sapinho…é o meu esconderijo, o meu descanso, do mundo e dos meus pensamentos.

Sempre na mesma posição e na mesma companhia do meu animal de estimação e do semi-escuro lugar, deixo-me inspirar e aliviar os meus olhos de todo o pesadelo que passam lá fora.

É o momento em que não tendo musica nos ouvidos posso reflectir, pensar e/ou imaginar uma vida que nunca foi nem seria a minha nem de ninguém, ou posso simplesmente pensar em nada de específico, porque os pensamentos surgem incontroladamente.

A vida é esquisita e mais esquisita se torna quando penso nela…mas penso...e quando penso no meu passado lembro-me do meu príncipe. Este é o lugar em que dou asas aos meus pensamentos e a minha fraca imaginação. Eu sempre me imaginei uma princesa, não é por infantilidade, mas por dar mais graça aos meus pensamentos. Gosto de contos de fadas, no entanto, sempre me emocionei mais com histórias que não acabam propriamente com ‘e viveram felizes para sempre’.

Nem tudo tem que acabar bem e/ou sempre da mesma forma. E eu já tive um príncipe, tive no passado, no presente já não tenho...mas isso não me incomoda, até porque a minha história não acabou nem eu tento adivinhar o fim dela. Sou, como me imagino, uma princesa sem príncipe. Estou sozinha, mas nunca me considero como tal...tenho sempre o sorriso e a companhia do meu sapinho que se não fosse ele não precisaria sequer acender o meu velho castiçal, porque ele nunca se deu bem com o escuro e a electricidade aqui já há muito que deixou de passar... Um sítio abandonado, mas que se torna tão acolhedor para mim...

Voltando as minhas lembranças: sou portanto uma princesa que outrora viveu apaixonada e já se sentiu correspondida. A minha história até podia ser escrita como um conto de fadas vulgar, mas como eu não gosto de coisas vulgares, a minha história tomou um rumo diferente.. Continuo a ser princesa, o meu príncipe é que deixou de ser meu. Mudou. Não fui eu, mas sim ele, e eu não mudo de príncipes como quem muda de meias. Deixei simplesmente de o ter. Custou. Outrora ele era o meu único pensamento. Já passou. A pessoa que eu amei continua a viver mas o meu príncipe morreu.

Agora nada mais resta se não recordações...

O meu lugar favorito onde o tempo não passa e eu vivo descansada, esse é o meu mundo e a música é o meu segundo mundo, o mundo que é quando eu ponho os meus pés fora deste...

Evito o olhar do mundo comum porque me cega os meus olhos...é o sol, mas também são os actos humanos que por mim são incompreendidos.

A minha história não acabou porque o meu mundo é eterno..."